Sobre

Oi!

Seja bem-vindo(a) ao Me Deu Branco. Eu sou a Clara, quem escreve por aqui quando possível. Como a própria descrição, esse blog fala de maternidade vida fora do Brasil , duas coisas que me tomam quase todo o tempo. Dentro destes assuntos, aqui eu exploro dicas não convencionais para os EUA, as dores e delícias de ser mãe, teorias de comportamento sem base científica e alguma poesia quando bate um vento sul.

UM POUCO SOBRE MIM

Tenho 30 anos, sou publicitária por profissão e trabalhei seis anos com produção de conteúdo. Eu cismo em escrever desde pequena, às vezes por inspiração, na maioria por teimosia mesmo. Por isso decidi criar este espaço, para dividir com você alguns assuntos mais comuns que a gente imagina e menos falados que a gente gostaria.

Aos 18 anos, eu saí da casa dos meus pais e me mudei de cidade para fazer faculdade. Daí em diante, morei em alguns lugares diferentes – em Minas, na Bahia, na Filadélfia (EUA), e em São Paulo.

– Ah então você é nômade digital?”
Na verdade, não. Por definição, nômades digitais têm o intuito de trabalhar viajando e este nunca foi o meu objetivo. Aconteceu de ser assim, por momentos de vida diversos. Eu gosto mesmo é de fincar os meus pés onde consigo ver o chão.

Hoje eu moro na Flórida. Achei que seria de bom grado jogar um pouco de areia e mar nesse chão.
Tenho um filho, um gato, uma casa, um parceiro, algumas plantas sobreviventes e todas essas coisas pra tomar conta direitinho.

Você pode ver o meu portfolio aqui se tiver a curiosidade.

ME DEU BRANCO?

Como eu disse, sempre gostei de escrever. E também de procrastinar. Quando colocava as duas atividades juntas, obviamente procrastinação da escrita me fazia de fantoche e nem foi preciso terapia para perceber isso.
Depois de me mudar de país e ter um filho, a verdade é que não sobra muita agenda para a procrastinação. Ela vira relíquia. Precisei me reinventar e tive que fazer isso rápido, afinal o choro de fome de um bebê não espera você terminar de tomar o seu café.

Resolvi que seria hora de colocar em prática e no papel as teorias que passava elaborando enquanto postergava a próxima atividade.

Neste processo, percebi que as tais mudanças começaram a me fazer pensar no que é considerado normal. O que é normal para você pode ser bem diferente do normal da Índia. Será que realmente existe algo normal ou esse tal normal é só o nome de um guarda-chuva onde a gente se protege quando está chovendo ideias diferentes lá fora?

E se existem tantas ideias e modos de vida diferentes, como definir qual o mais adequado pra mim ou pra você sem que, em tempos de direita e esquerda, a gente precise se convencer?

Talvez, a resposta seja mais velha que imaginamos. Cada maternidade, cada vida, cada país e cada jeito de  abrir um pacote de biscoito é o nosso melhor possível. E quantos jeitos possíveis existem por aí?

Comecei a ver que às vezes me dá um branco bem branco. Quem sabe aqui ele fica menos branco. 😉