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Clara K.

Comportamento, Maternidade

TER FILHOS DÁ TRABALHO?

Então eu ouvi – mas filho dá muito trabalho!

Ô se dá. Viver no geral dá um trabalho danado, já reparou? Para começar, você passa os primeiros sete anos num trabalho cíclico de aprender a ser decente: andar, comer com talheres, usar locais apropriados  para atividades apropriadas e não dizer muitas verdades em reuniões familiares.

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Comportamento, Maternidade

POR QUE TIRAMOS TANTAS FOTOS?

Esses dias estava sentada no sofá fazendo cosquinha na barriga do meu filho de seis meses. Como se pode imaginar, os seis meses dele fazem desse momento uma das coisas mais engraçadas do dia. Ele gargalha alto, gargalha gostoso. Por ser tão delicioso ver a cara de alegria dele, eu reluto alguns minutos em seguir o roteiro da vida Instagramizada, mas ser humana que sou, logo vem o óbvio – Ei amor, tira uma foto aqui!.

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Vida nos EUA

TRÊS CAFÉS PARA TE FAZER SAIR DE MIAMI

Antes de ser mãe, a minha vida dependia basicamente de café. Agora com um bebê, quando vejo uma xícara de café eu dou risada. Não que eu faça o tipo ingrata, mas o universo bem sabe o nível na escala Ritcher de sono sísmico que a gente alcança. Susan Miller, se fizesse horóscopo para mães, ficaria mais confusa ainda, o eclipse da lua entraria em colapso nas previsões. Mas se tudo passa, passa também a crise de relacionamento com a cafeína, e por isso a gente já até sai da bolha casa com neném para descobrir lugares novos. Aí que andando por aí e fugindo um pouco de Starbucks, me deparei com três lugares que são para deixar estrelinha fixa no Google. Se você está pelos arredores, saia um pouco da bolha Miami e vem ver só:

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Maternidade

NO PUERPÉRIO

São 3 horas da manhã. Um resmungo me acorda do meu sono já leve. Procurando o celular em algum lugar perto da cama para saber as horas, eu vejo um pé no canto do quarto. Dois, em ritmos alternados. Hora da mamada. Não só aquela, qualquer hora é hora. Do dia, da noite, do século XXI. Os meus olhos estão ardendo, pelo que me lembro fui dormir 1h da manhã depois da última rodada. Perco alguns minutos tentando me levantar enquanto o resmungo começa a virar choro. Pego o neném, volto para a cama. Pego a almofada de amamentação, sento. Um braço segurando aquela miniatura e o outro me ajeitando numa posição razoável. Ok, a postos. Começa a nossa grande pequena luta para mamar, as mãozinhas saem empurrando qualquer centímetro pela frente até que, do meu lado, vem outras duas mãos tentando apaziguar a briga. Curvo o corpo para frente até que ele consiga fazer a tal da pega correta. Foi! Não mexe, não fala nada, não respira. Só o suficiente. Pego o meu celular e começo a olhar qualquer besteira, é o único jeito de me manter acordada até terminar. Tem aquela mensagem de dois dias atrás de uma amiga, deixa eu responder ela. Nossa, tem outras três de uma semana atrás. Santa compreensão alheia. Um pouco de penumbra e eu vejo dois olhinhos revirando enquanto a felicidade da barriga cheia chega para mais um ser humano. Acabou, uns tapinhas nas costas e logo vem ele, o arroto. Nunca pensei que arrotos alheios fossem me trazer tanta paz. Geralmente é o contrário. Levanto da cama como quem pisa em ovos, coloco o neném de volta como quem está na última rodada de um jogo de palitos. NHÉ! Paro de respirar por 30 segundos com a mão no peito dele. Silêncio, dormiu. Volto a respirar. Vou para a cama na esperança de que o sono ainda esteja lá no travesseiro me esperando. Reviro cinco vezes até que a fadiga me vença.

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Gravidez

Meu Relato de Parto

Se havia uma coisa da qual eu tinha certeza durante a gravidez era da vontade de ter parto natural. Aqui nos EUA a cultura de parto tem aumentado bem. Conversando com a minha médica foi como se nem tivéssemos feito alguma decisão, a opção era óbvia. No Brasil, a cesárea tem reinado nos hospitais e claro, cada mãe toma a decisão que quiser e ninguém vai ser menos mãe por isso. O problema é quando essa decisão vem influenciada por uma simples conveniência que não foi tão pensada – bom pra quem? Pra mãe, pro bebê ou pro médico? Coloquei aqui todos os detalhes do meu parto. Foi intenso, não é pra dizer “olha que fácil!” Mas é pra mostrar que vale sim a entrega, amiga grávida. E que cada experiência é muito única.

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Gravidez, Vida nos EUA

COMO É ESTAR GRÁVIDA NOS ESTADOS UNIDOS

Com ou sem Zica, ficar grávida em outro país nunca esteve nos meus planos. Assim como me mudar definitivamente do Brasil também não. Sempre tive aquela imagem cercada da família, com almoço de domingo da mãe porque a filha estava afim de comer feijão tropeiro aos 4 meses de gravidez, os irmãos insistindo nas piadas que ninguém pediu e o mousse de maracujá derretendo. Mas a vida, ela vem e surpreende. Cá estou eu, grávida e morando nos EUA. Troque o almoço de domingo pelo dia que der, a mãe pelo restaurante brasileiro mais perto, os irmãos pelos cunhados e o mousse por cheesecake.

Eu sabia que não ia ser fácil, mas foi melhor do que imaginava. Tudo segue praticamente a mesma sequência, afinal grávida é grávida em qualquer país e os babys, até onde sabemos, se formam do mesmo jeito. Só de pensar assim, já dá para olhar a situação de um jeito mais esperançoso.

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Gravidez

9 OCUPAÇÕES PARA O 9° MÊS

Eu não sei vocês, mas parece que o último mês dura mais que a gravidez inteira. Não me entendam mal, curti bastante estar grávida. Desfilei a barriga, vi o cabelo brilhar na Sapucaí e me achei uma bolota simpática. Momento especialzona, sabe? Todo um quê astral. Curti mesmo, e sugiro que você ignore os comentários bobos e curta também.

Passaram-se os 8 meses e você fez de tudo: montou enxoval, comprou fralda, arrumou quarto-berço-cama compartilhada-etc, leu sobre amamentação, respiração e concentração. Investigou o puerpério e está sabendo que os hormônios vão dar uma pirada, apesar de duvidar se é possível ainda mais. Fez toda a tarefa de casa achando que não ia dar tempo. Organizou os copos por ordem de tamanho nas prateleiras e seccionou todo o seu guarda-roupas. Tirou umas fotos bonitas e também deve ter comprado os tampa tomadas, como se bebê nascesse engatinhando, né? Deixou o trabalho tinindo pra licença maternidade e está pronta pra vidinha nova chegar.

Tudo isso mais provável se é o seu primeiro. As mães de estrada estão em outro patamar com ocupação de sobra. 

Então chegam as últimas semanas. Parabéns pra nós. Chegamos aqui, cada uma do seu jeito. Aí acontece o que? Você precisa esperar. Sua ansiedade começa a entrar em ebulição e juntando à falta do que fazer, é provável que você esteja querendo ligar para toda a sua lista de contato às 10h da manhã, mas não pode porque as outras pessoas estão ocupadas e continuam vivendo a vida normal. Não se preocupe, vim aqui te dar uma lista do que fazer sem precisar sair dos arredores de casa, afinal se locomover também está difícil né colega? Eu sei.

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Gravidez, Maternidade

MÃES QUE INSPIRAM

Desde quando fiquei grávida, é como se eu tivesse ganhado um passe para esta caverna paralela onde habita a maternidade. Um mundo coexistente com todo o resto. Até entram pessoas que você conhece, mas é como se fosse a áurea da Maçonaria nos anos 90, rola um segredo que só quem está dentro sabe.

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Gravidez

A PÁGINA MAIS EM BRANCO

(Texto publicado no Medium, sobre o começo da minha gravidez)

Não é preciso fazer mistério com esse título. Estou grávida. Pouco mais de 20 semanas. Sabe metade de uma vida? Pois é. Estou grávida.

Quantas vezes eu falei essa frase até hoje desde o momento que descobri? Estou grávida. Foi mais ou menos assim: conta para o parceiro na fila de check in do aeroporto. Os dois sem saber em qual país aterrisar na hora da notícia. Estado alfa, beta, gamma. Lá, no mesmo aeroporto que conta a nossa vida.

Ah mas vamos fazer um teste, faz o teste. Confirma o teste: muito grávida.

Conta para a família, chora, chora, chora, conta para alguns amigos, vê atentamente cada um surtar da sua maneira, minha parte preferida. Estou grávida.

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