Gravidez, Maternidade

MÃES QUE INSPIRAM

Desde quando fiquei grávida, é como se eu tivesse ganhado um passe para esta caverna paralela onde habita a maternidade. Um mundo coexistente com todo o resto. Até entram pessoas que você conhece, mas é como se fosse a áurea da Maçonaria nos anos 90, rola um segredo que só quem está dentro sabe.

Pois bem, a natureza sabendo o que faz te dá nove meses. Nove meses para você tentar digerir toda informação possível, que provavelmente será descartada quando o seu bebê nascer, chorar, e você não fizer ideia de como agir porque simplesmente deu branco na placa mãe. Mas se a maternidade é uma caverna, a Internet é a terra onde ela está, com todos os seus seven kingdoms. E por isso existem alguns canais, blogs, filmes e pessoas – reais – que estão vivendo a vida como ela é. Sem tanta frufruzice porque frufruzice a gente deixa para o serumaninho novo. Mas você companheira de útero, você talvez esteja só um pouquinho confusa com esse pacote que acabou de chegar. Momento de que? De dar as mãos e rezar lembrar que você não é a única.

Para te ajudar nisso, separei algumas fontes que mais tenho acompanhado, minha modesta listinha-não-enlouqueça. Dá uma olhada:

 

HEL MOTHER – MATERNIDADE SEM CAÔ

A Helen (íntima) fala sem freio nenhum das verdades de ser mãe. Sobre carreira solo – mãe solo -, julgamentos comuns que só enfraquecem, puerpério, vida pós bebê e outras coisitas. Ela é assim: o resumo da sinceridade com humor. Dá para passar um bom tempo no canal vendo o que já rolou até hoje, um dos meus preferidos é esse aqui:

 

CAROL ROCHA – TCHULIM

A Carol é figura das Internets desde sempre e é desde sempre que eu acompanho um pouco do que ela produz. Desde o Vai, Doa – campanha para colheita de sangue quando ela sofreu acidente – até a vida da maternidade de hoje com cinco gatos (empatia) e um neném mais delícia dos mundos, o Valentin. De novo, a vida como ela é, com uma quesito fofurice porque ela é fofa ao extremo. Vê aí se não:

 

FLÁVIA CALINA 

Aqui já rola uma identificação pelo simples fato de que somos quase vizinhas, morando no mesmo país (vamos fingir que sim). A Flávia já está assim, uns degraus acima na escada da educação infantil. Aliás, no mundo das mães, ela é praticamente a xamã do Youtube. Paciência é o seu nome. Muitas e muitas técnicas e lógica por trás do desenvolvimento da criança, afinal ela trabalhava com isso numa escola Montessoriana e é uma mãe incrível. Está grávida do segundo, então mais um motivo para as mães de segunda viagem também acompanharem:

 

THE BUSINESS OF BEING BORN + O RENASCIMENTO DO PARTO

Aqui não são mais feitos de uma mulher só. São duas fontes ótimas de conteúdo para você que acabou de ganhar o seu convitinho para a caverna da maternidade.  O primeiro é de 2008, um documentário por Abby Epstein e Ricky Lake, que juntas são responsáveis por alguns trabalhos incríveis na área. Começou como um filme e se desdobrou num seriado, de tanta informação que elas tinham para completar. O legal do seriado é que ele vai além do cenário do parto nos Estados Unidos, com um episódio dedicado ao Brasil, onde há taxas alarmantes de cesárea. Como é mais antigo (entramos no ano em que 2008 é antigo, alguém me ajuda), algumas coisas já mudaram, mas dá para ver um pouco do que as nossas culturas têm passado. O importante aqui é: escolha um obstetra/parteira em quem você confie, conheça o local onde você vai ter o seu bebê e se informe, muito.

Renascimento do Parto já trata bem da realidade brasileira. Escrito e dirigido por Érica de Paula e Eduardo Chauvet, o filme é de tanta sensibilidade que estamos caminhando para o segundo, lançado este ano em Outubro para a nossa alegria e informação. Eles conseguem trazer bem o cenário da escolha (ou falta dela) entre parto e cesárea, que não tem sido a coisa mais fácil da vida. Afinal, o problema não é o que você escolhe, mas sim 1 – a falta de informação base e 2 – a impossibilidade de praticar a sua opção. Eu só espero que filmes assim cheguem a cada vez mais pessoas e impactem mais famílias para que a cultura volte a ficar mais amigável e que as mulheres tenham mais apoio e liberdade.

É isso, minha gente. Por mais pessoas reais, por mais vida comum. Se você sabe de um canal/filme/trabalho que ajude a completar a lista, comente aqui embaixo! 🙂

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