Maternidade, Vida fora do Brasil

VIAJANDO COM BEBÊS DE ATÉ DOIS ANOS

Queridos pais e mães. Esse tema está em constante ebulição na minha vida, afinal viver fora do Brasil significa uma coisa: para estar aí (ou lá se você está aqui), é preciso enfrentar horas e horas de jornada aérea com um ser humano que não faz a menor ideia do que se passa naqueles cubículos nos quais nos sentamos. Devo ter passado por inúmeras fases de ansiedade – calafrios, noites anteriores sem dormir, geladeira atacada sem previsões, loucuras de check list e intermináveis pesquisas na Internet de como fazer a minha vida, nossa vida, um pouco mais digna de se viver antes, durante e depois de uma viagem de avião com crianças.

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Comportamento, Maternidade

ÀS AMIGAS

Eu sei que muita coisa mudou desde que virei mãe. Minha vida agora acontece nos intervalos. Tomo café entre fraldas e mingau de aveia no fogão. Troco de roupa entre uma chutada na bola e uma golada no café. Como um pão com a roupa pela metade, mais outra chutada de bola e o resto do café que ficou gelado. É, dei o passe completo para aquele meio metro de altura que agora corre pela casa arrastando tudo que lhe é de direito e tamanho. Afinal, depois dos trinta aprendemos que é feio falar que não temos tempo. Temos prioridades. E as minhas, que costumavam ser vividas a pleno vapor, ficaram assim, nos intervalos.

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Comportamento

MR. NOBODY E OS NOSSOS CAMINHOS

SPOILER ALERT – Se você nunca viu Mr. Nobody, assista primeiro, vale muito! 🙂

Recentemente, tirei férias compactadas da maternidade. Três dias em Nova York, oh là là. Enquanto a pessoa convencional mira dez dias, entenda, uma mãe passar duas noites fora de casa ressoa na bateria da Sapucaí. Três dias em que o relógio não andou em blocos de comidas e sonecas. Não me lembrava do tanto de tempo que existe quando só existe você – aproveitem, queridos jovens e não tão jovens sem filhos.

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Maternidade

O PRIMEIRO ANO A GENTE NUNCA ESQUECE

Faz um ano que você chegou. Trezentos e sessenta e cinco dias em que todos os dias eu acordei e o meu espelho era você. Doze meses, e para cada um deles um universo de conquistas. Como pode tanta evolução caber dentro de um mês? Vocês bebês precisam ensinar ao mundo o que é possível de ser alcançado em 30 dias. A gente aqui depois dos 30 acha que tudo vai acabar em Netflix. Ô geração.

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Comportamento, Vida nos EUA

VOCÊ QUER MESMO SAIR DO BRASIL?

O Brasil não está fácil. Pirracento e responsável por muitas quedas de cabelo. A política chora enquanto a inflação puxa as calças daqueles que tentam apertar mais os cintos. O que eu mais tenho escutado nesses últimos dois anos, para a minha triste constatação, é:

Sorte a sua, que saiu daqui.

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Comportamento, Maternidade

TER FILHOS DÁ TRABALHO?

Então eu ouvi – mas filho dá muito trabalho!

Ô se dá. Viver no geral dá um trabalho danado, já reparou? Para começar, você passa os primeiros sete anos num trabalho cíclico de aprender a ser decente: andar, comer com talheres, usar locais apropriados  para atividades apropriadas e não dizer muitas verdades em reuniões familiares.

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Comportamento, Maternidade

POR QUE TIRAMOS TANTAS FOTOS?

Esses dias estava sentada no sofá fazendo cosquinha na barriga do meu filho de seis meses. Como se pode imaginar, os seis meses dele fazem desse momento uma das coisas mais engraçadas do dia. Ele gargalha alto, gargalha gostoso. Por ser tão delicioso ver a cara de alegria dele, eu reluto alguns minutos em seguir o roteiro da vida Instagramizada, mas ser humana que sou, logo vem o óbvio – Ei amor, tira uma foto aqui!.

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Vida nos EUA

TRÊS CAFÉS PARA TE FAZER SAIR DE MIAMI

Antes de ser mãe, a minha vida dependia basicamente de café. Agora com um bebê, quando vejo uma xícara de café eu dou risada. Não que eu faça o tipo ingrata, mas o universo bem sabe o nível na escala Ritcher de sono sísmico que a gente alcança. Susan Miller, se fizesse horóscopo para mães, ficaria mais confusa ainda, o eclipse da lua entraria em colapso nas previsões. Mas se tudo passa, passa também a crise de relacionamento com a cafeína, e por isso a gente já até sai da bolha casa com neném para descobrir lugares novos. Aí que andando por aí e fugindo um pouco de Starbucks, me deparei com três lugares que são para deixar estrelinha fixa no Google. Se você está pelos arredores, saia um pouco da bolha Miami e vem ver só:

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Maternidade

NO PUERPÉRIO

São 3 horas da manhã. Um resmungo me acorda do meu sono já leve. Procurando o celular em algum lugar perto da cama para saber as horas, eu vejo um pé no canto do quarto. Dois, em ritmos alternados. Hora da mamada. Não só aquela, qualquer hora é hora. Do dia, da noite, do século XXI. Os meus olhos estão ardendo, pelo que me lembro fui dormir 1h da manhã depois da última rodada. Perco alguns minutos tentando me levantar enquanto o resmungo começa a virar choro. Pego o neném, volto para a cama. Pego a almofada de amamentação, sento. Um braço segurando aquela miniatura e o outro me ajeitando numa posição razoável. Ok, a postos. Começa a nossa grande pequena luta para mamar, as mãozinhas saem empurrando qualquer centímetro pela frente até que, do meu lado, vem outras duas mãos tentando apaziguar a briga. Curvo o corpo para frente até que ele consiga fazer a tal da pega correta. Foi! Não mexe, não fala nada, não respira. Só o suficiente. Pego o meu celular e começo a olhar qualquer besteira, é o único jeito de me manter acordada até terminar. Tem aquela mensagem de dois dias atrás de uma amiga, deixa eu responder ela. Nossa, tem outras três de uma semana atrás. Santa compreensão alheia. Um pouco de penumbra e eu vejo dois olhinhos revirando enquanto a felicidade da barriga cheia chega para mais um ser humano. Acabou, uns tapinhas nas costas e logo vem ele, o arroto. Nunca pensei que arrotos alheios fossem me trazer tanta paz. Geralmente é o contrário. Levanto da cama como quem pisa em ovos, coloco o neném de volta como quem está na última rodada de um jogo de palitos. NHÉ! Paro de respirar por 30 segundos com a mão no peito dele. Silêncio, dormiu. Volto a respirar. Vou para a cama na esperança de que o sono ainda esteja lá no travesseiro me esperando. Reviro cinco vezes até que a fadiga me vença.

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