Comportamento

MR. NOBODY E OS NOSSOS CAMINHOS

SPOILER ALERT – Se você nunca viu Mr. Nobody, assista primeiro, vale muito! 🙂

Recentemente, tirei férias compactadas da maternidade. Três dias em Nova York, oh là là. Enquanto a pessoa convencional mira dez dias, entenda, uma mãe passar duas noites fora de casa ressoa na bateria da Sapucaí. Três dias em que o relógio não andou em blocos de comidas e sonecas. Não me lembrava do tanto de tempo que existe quando só existe você – aproveitem, queridos jovens e não tão jovens sem filhos.

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Maternidade

O PRIMEIRO ANO A GENTE NUNCA ESQUECE

Faz um ano que você chegou. Trezentos e sessenta e cinco dias em que todos os dias eu acordei e o meu espelho era você. Doze meses, e para cada um deles um universo de conquistas. Como pode tanta evolução caber dentro de um mês? Vocês bebês precisam ensinar ao mundo o que é possível de ser alcançado em 30 dias. A gente aqui depois dos 30 acha que tudo vai acabar em Netflix. Ô geração.

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Comportamento, Vida nos EUA

VOCÊ QUER MESMO SAIR DO BRASIL?

O Brasil não está fácil. Pirracento e responsável por muitas quedas de cabelo. A política chora enquanto a inflação puxa as calças daqueles que tentam apertar mais os cintos. O que eu mais tenho escutado nesses últimos dois anos, para a minha triste constatação, é:

Sorte a sua, que saiu daqui.

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Comportamento, Maternidade

TER FILHOS DÁ TRABALHO?

Então eu ouvi – mas filho dá muito trabalho!

Ô se dá. Viver no geral dá um trabalho danado, já reparou? Para começar, você passa os primeiros sete anos num trabalho cíclico de aprender a ser decente: andar, comer com talheres, usar locais apropriados  para atividades apropriadas e não dizer muitas verdades em reuniões familiares.

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Comportamento, Maternidade

POR QUE TIRAMOS TANTAS FOTOS?

Esses dias estava sentada no sofá fazendo cosquinha na barriga do meu filho de seis meses. Como se pode imaginar, os seis meses dele fazem desse momento uma das coisas mais engraçadas do dia. Ele gargalha alto, gargalha gostoso. Por ser tão delicioso ver a cara de alegria dele, eu reluto alguns minutos em seguir o roteiro da vida Instagramizada, mas ser humana que sou, logo vem o óbvio – Ei amor, tira uma foto aqui!.

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Vida nos EUA

TRÊS CAFÉS PARA TE FAZER SAIR DE MIAMI

Antes de ser mãe, a minha vida dependia basicamente de café. Agora com um bebê, quando vejo uma xícara de café eu dou risada. Não que eu faça o tipo ingrata, mas o universo bem sabe o nível na escala Ritcher de sono sísmico que a gente alcança. Susan Miller, se fizesse horóscopo para mães, ficaria mais confusa ainda, o eclipse da lua entraria em colapso nas previsões. Mas se tudo passa, passa também a crise de relacionamento com a cafeína, e por isso a gente já até sai da bolha casa com neném para descobrir lugares novos. Aí que andando por aí e fugindo um pouco de Starbucks, me deparei com três lugares que são para deixar estrelinha fixa no Google. Se você está pelos arredores, saia um pouco da bolha Miami e vem ver só:

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Maternidade

NO PUERPÉRIO

São 3 horas da manhã. Um resmungo me acorda do meu sono já leve. Procurando o celular em algum lugar perto da cama para saber as horas, eu vejo um pé no canto do quarto. Dois, em ritmos alternados. Hora da mamada. Não só aquela, qualquer hora é hora. Do dia, da noite, do século XXI. Os meus olhos estão ardendo, pelo que me lembro fui dormir 1h da manhã depois da última rodada. Perco alguns minutos tentando me levantar enquanto o resmungo começa a virar choro. Pego o neném, volto para a cama. Pego a almofada de amamentação, sento. Um braço segurando aquela miniatura e o outro me ajeitando numa posição razoável. Ok, a postos. Começa a nossa grande pequena luta para mamar, as mãozinhas saem empurrando qualquer centímetro pela frente até que, do meu lado, vem outras duas mãos tentando apaziguar a briga. Curvo o corpo para frente até que ele consiga fazer a tal da pega correta. Foi! Não mexe, não fala nada, não respira. Só o suficiente. Pego o meu celular e começo a olhar qualquer besteira, é o único jeito de me manter acordada até terminar. Tem aquela mensagem de dois dias atrás de uma amiga, deixa eu responder ela. Nossa, tem outras três de uma semana atrás. Santa compreensão alheia. Um pouco de penumbra e eu vejo dois olhinhos revirando enquanto a felicidade da barriga cheia chega para mais um ser humano. Acabou, uns tapinhas nas costas e logo vem ele, o arroto. Nunca pensei que arrotos alheios fossem me trazer tanta paz. Geralmente é o contrário. Levanto da cama como quem pisa em ovos, coloco o neném de volta como quem está na última rodada de um jogo de palitos. NHÉ! Paro de respirar por 30 segundos com a mão no peito dele. Silêncio, dormiu. Volto a respirar. Vou para a cama na esperança de que o sono ainda esteja lá no travesseiro me esperando. Reviro cinco vezes até que a fadiga me vença.

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Gravidez

Meu Relato de Parto

Se havia uma coisa da qual eu tinha certeza durante a gravidez era da vontade de ter parto natural. Aqui nos EUA a cultura de parto tem aumentado bem. Conversando com a minha médica foi como se nem tivéssemos feito alguma decisão, a opção era óbvia. No Brasil, a cesárea tem reinado nos hospitais e claro, cada mãe toma a decisão que quiser e ninguém vai ser menos mãe por isso. O problema é quando essa decisão vem influenciada por uma simples conveniência que não foi tão pensada – bom pra quem? Pra mãe, pro bebê ou pro médico? Coloquei aqui todos os detalhes do meu parto. Foi intenso, não é pra dizer “olha que fácil!” Mas é pra mostrar que vale sim a entrega, amiga grávida. E que cada experiência é muito única.

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Gravidez, Vida nos EUA

COMO É ESTAR GRÁVIDA NOS ESTADOS UNIDOS

Com ou sem Zica, ficar grávida em outro país nunca esteve nos meus planos. Assim como me mudar definitivamente do Brasil também não. Sempre tive aquela imagem cercada da família, com almoço de domingo da mãe porque a filha estava afim de comer feijão tropeiro aos 4 meses de gravidez, os irmãos insistindo nas piadas que ninguém pediu e o mousse de maracujá derretendo. Mas a vida, ela vem e surpreende. Cá estou eu, grávida e morando nos EUA. Troque o almoço de domingo pelo dia que der, a mãe pelo restaurante brasileiro mais perto, os irmãos pelos cunhados e o mousse por cheesecake.

Eu sabia que não ia ser fácil, mas foi melhor do que imaginava. Tudo segue praticamente a mesma sequência, afinal grávida é grávida em qualquer país e os babys, até onde sabemos, se formam do mesmo jeito. Só de pensar assim, já dá para olhar a situação de um jeito mais esperançoso.

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